Band tem lufada de ar fresco com novos bons comediantes

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Era uma vez um grupo de humor chamado Os Barbixas, que fazia um show de teatro muito popular entre estudantes -e até mesmo entre os universitários da Uniban- conhecido como “Improvável”.

Mas eis que, um dia, os caras resolveram colocar esquetes do espetáculo no YouTube e fizeram tanto sucesso que foram chamados para atuar ao lado do príncipe encantado Marcos Mion em um programa da MTV, o “Quinta Categoria”.

Acontece que dom Mion recebeu um chamado vindo da masmorra da TV Record e acabou indo atrás de aventuras em outra freguesia, deixando os valentes Barbixas na floresta sem programa.

Enquanto isso, lá longe, no vale do Morumbi, uma outra emissora estava em apuros. Alguém tinha de cobrir as férias de verão dos integrantes do “CQC”.

E, como a aposta em um humor que faz questão de ser a antítese do “Zorra Total” já tinha emplacado com os “men in black” das noites de segunda, a Band resolveu chamar os Barbixas para substituir a trupe liderada por Marcelo Tas e dar a eles um formato de eficiência comprovada há mais de duas décadas.

“É Tudo Improviso”, o programa escalado para ocupar o lugar do “CQC”, é o que a versão tapuia do consagrado “Whose Line Is It Anyway?” consegue ser. O programa de improvisação, jogos e interação com a plateia estreou em 1988 na TV inglesa e fez sucesso na década seguinte nos EUA sob comando do humorista Drew Carey.

Na versão brasileira, o ator Marcio Ballas faz as vezes de mestre de cerimônias e os “barbixas” Anderson Bizzocchi, Daniel Nascimento e Elídio Sanna participam dos jogos de improvisação junto a outros três humoristas que já participaram do “Improvável”, Marco Gonçalves, Cristiane Werson e Marianna Armellini.

Já no segundo programa, “É Tudo Improviso” obteve os mesmos quatro pontos de audiência que o “CQC” costuma dar. Mas, como foi feito para durar apenas por tempo determinado, é difícil dizer se teria fôlego para manter o ritmo caso entrasse definitivamente na grade de programação.

Uma coisa é fazer o espetáculo no teatro, dirigido a um público que não volta para ver a próxima sessão. Outra é cativar, semana após semana, o mesmo telespectador na TV aberta. Seja como for, o verão da Band já teve a sua lufada de ar fresco. Pela simples ousadia de ter jogado luz sobre uma nova geração de comediantes, que está tinindo para mostrar ao que veio.

Por: Bárbara Gancia



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