‘Bela, A Feia’ marca a volta de Silvia Pfeifer à TV

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Silvia Pfeiffer interpreta Vera em Bela, A Feia

  Foto: Luiza Dantas/Carta Z/TV Press

Interpretar a misteriosa Vera em Bela, A Feia significa um retorno de Sílvia Pfeifer à tevê. Mas não só por ter ficado dois anos fora do ar. A atriz assume que há tempos não tinha muita sorte com seus personagens e, por isso mesmo, queria algum poder de decisão nessa volta. Tanto é que, depois de ver seu contrato não ser renovado na Globo, em 2007, só aceitou assinar com a Record quando recebeu uma proposta concreta de trabalho. “É claro que eu gosto e preciso do dinheiro, mas minha maior preocupação era artística. Eu não queria estar contratada sem trabalhar, mas também não tinha vontade de aceitar qualquer papel”, enfatiza.

Tamanho zelo com a própria carreira acabou sendo de grande valia à atriz. Graças a seu pulso firme na decisão, foi escalada para viver a mãe do protagonista da novela de Gisele Joras, um dos papéis mais complexos da história. Isso porque, em uma trama costurada quase que completamente em cima do humor, Vera era umas das únicas personagens que carregavam na carga dramática, exigindo um esforço grande de sua intérprete para não ficar “over”. E, pelo visto, conseguiu, já que o destaque de sua personagem só cresceu.

Tanto que a história teve sua carga de humor reduzida a núcleos específicos, como o do salão Montezuma. “Não é fácil trabalhar um personagem tão denso em um folhetim leve. Há pouco tempo fiquei feliz porque o Spinello me disse que eu tinha encontrado o tom certo”, valoriza a atriz, referindo-se a Edson Spinello, diretor geral de Bela, A Feia. E nada melhor para um ator do que voltar ao ar com elogios da equipe e um papel distante dos já interpretados. Pensando nisso, Sílvia fez questão de sugerir que aparecesse desprovida de qualquer traço do glamour que tanto marcou suas aparições no vídeo. Ex-modelo de sucesso, a atriz agradou ao diretor e conseguiu, assim, deixar de lado o ar elegante e requintado de seus personagens anteriores. “Eu queria mesmo era aparecer como uma dona de casa ou suburbana. Mas sei que, para isso, preciso que algum autor ou diretor confie demais em mim e conceda a oportunidade”, reconhece.

Se nas aparições no vídeo Sílvia esbanja elegância, fora dos holofotes a atriz se comporta de forma bem normal. Algo que pode ser comprovado em sua linguagem coloquial e nas conversas com o filho caçula, Nicholas, de 16 anos, ao celular.

Contratada da Record por três anos, Sílvia sabe que não deve ter muito descanso nesse período. E torce para ser sempre bem aproveitada na nova emissora. Mas deixa antever, nas entrelinhas, que gostaria de ser escalada para papéis que, assim como a Vera de Bela, A Feia, mostrem facetas que durante os últimos anos ficaram escondidas em seu contrato com a Globo.

“Fiz protagonistas e bons personagens até Desejo de Mulher, em 2002. Depois, as coisas não saíram tão boas. Agora, quero aproveitar para trabalhar bastante. Mas gostaria de participar, de alguma forma, dessa decisão de entrar em um novo projeto”, explica, dando a entender que continua focada no valor artístico de seus personagens futuros.

Outra época

A carreira de Sílvia Pfeifer nas passarelas teve muito êxito na década de 80. Mas o início, como para muitas outras modelos, não foi nada fácil. Ainda mais porque, naquela época, as moças não conseguiam batalhar por oportunidades de trabalho no exterior se não saíssem do Brasil em busca delas. Por isso mesmo, passou por um período de “vacas magras” em Paris.

“Na época, quem me ajudou a conseguir trabalho em uma agência foi a Betty Lago. Para a Itália eu já fui com bons contatos”, lembra, com certa nostalgia na voz e no olhar.

Tudo corria bem e as portas estavam cada vez mais abertas para a atriz até que, em 1984, já casada com o empresário Nelson Chamma Filho, engravidou. “Eu me cuidava, mas tive uma alteração hormonal e aconteceu. Mas fiquei feliz e assumi a gravidez”, recorda ela. Foi a partir daí que Sílvia pensou em investir nas Artes Dramáticas. A estreia aconteceu em 1990, na minissérie Boca do Lixo, e lhe rendeu várias críticas. “Apanhei muito quando comecei. Mas em tudo na vida a gente deve procurar um lado bom”, analisa ela, que se impôs como atriz na tevê logo depois, ao protagonizar a novela Meu Bem, Meu Mal.

Instantâneas

# Antes de assinar contrato com a Record, Sílvia foi chamada para assumir um dos papéis de destaque da novela Água na Boca, da Band. A atriz recusou em função de conversas já avançadas com a outra emissora.

# Desde que estreou na tevê, Sílvia já passou temporadas nos Estados Unidos e em Portugal. Na “terrinha”, chegou a tentar fazer novelas. Mas só ouviu “nãos”. “Argumentavam que não havia motivos para colocarem uma personagem sem sotaque português nas histórias”, lamenta.

# Quando começou a conversar com a Record, Sílvia chegou a acreditar que seria escolhida para interpretar um dos papéis de “Poder Paralelo”, o que não aconteceu. “Achei que tinha muito a ver comigo, mas talvez o fato de eu ainda não ser contratada da casa tenha influenciado nessa decisão”, supõe.

# Os traumas resultantes das duras críticas que recebeu na estreia na tevê fizeram com que Sílvia demorasse a se arriscar no teatro. Sua estreia nos palcos só aconteceu em 2007, no espetáculo O Marido Ideal, ao lado de Herson Capri.

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