‘Poder Paralelo’ abusa dos tiros, mas mantém audiência

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  Foto: Edu Moraes/ Record/Divulgação
Foto: Edu Moraes/ Record/Divulgação

 

É preciso ter sangue frio para assistir à Poder Paralelo, trama de Lauro César Muniz que ocupa o horário das 22 h da Record. Quando Bela, A Feia acaba, é hora de tirar as crianças da sala. Afinal de contas, a violência impera. Não há um capítulo sem que uma arma apareça. Os tiros são recorrentes e em demasia.

A máfia italiana deve ter mesmo um arsenal de guerra guardado em algum lugar secreto. Quando não são os mafiosos que atiram, a polícia cumpre esse papel. Tem horas em que é bom pensar até em colocar um colete à prova de balas antes de a novela começar. Vai que alguém erra o alvo ¿ e olha que isso é normal ¿ e sobra para o telespectador?

Recentemente, na primeira cena de um capítulo aparecia um corpo boiando numa piscina. Um tremendo susto para os desavisados de plantão. O defunto em questão era Freda, personagem de Lu Grimaldi, morta com um tiro na testa por um assassino misterioso. A emoção da cena fica por conta de Caló, feito magistralmente por Gracindo Jr.. Ao encontrar o corpo da mulher boiando na piscina de sua casa, ele entra em desespero e a tira da água com a ajuda de seus seguranças.

Caló consegue transmitir toda a sua tristeza com poucas palavras. O velório percorre todo o capítulo. Prova de uma trama arrastada, mas que ainda assim, alcança os razoáveis 11 pontos no Ibope. Para mostrar a indignação pela morte da matriarca Freda, mais tiros. Três capangas de Tony Castellamari, de Gabriel Braga Nunes, entram atirando no hotel de Bruno, interpretado por Marcelo Serrado. Aliás… O que é Marcelo Serrado com os cabelos negros como a asa da graúna? Melhor pular essa parte.

As ameaças também são constantes na trama. Tony sempre ameaça matar Bruno, enquanto André, de André Bankoff, vive encostando na parede a ex-mulher, Luísa, feita por Fernanda Nobre. Se ela arranjar outro namorado, é bom ir preparando aquele pretinho básico para o velório do rapaz. Só que ele acaba se dando mal e morre primeiro! Mas em meio a tantas armas e cadáveres, sempre há espaço para uma jornalista metida a esperta. Trata-se de Lígia, personagem de Míriam Freeland, que se apaixonou perdidamente pelo criminoso Tony, seu alvo inicial para uma grande reportagem.

E como é possível definir Pedro, de Guilherme Boury? O rapaz não se interessa pelo mundo dos negócios de Bruno e, para piorar, se encanta pela complicada Nina, papel de Patrícia França. Os dois correm de um lado para o outro fugindo da polícia, já que a moça é acusada da morte do ex-marido. E, mesmo grávida, ela corre loucamente em fugas mirabolantes. Pedro, na verdade, é uma incógnita. Ele enfrenta a polícia para defender sua amada, mas… rói as unhas de vez em quando.

Mas nem só de problemas vive Poder Paralelo. Cecil Thiré está magnífico na pele do amoral Armando. Tem também a excelente interpretação do agora louríssimo Petrônio Gontijo, como Rudi. Quando aparece em cena drogado então, aí não tem para ninguém.

A pergunta que não quer calar é: quando Bruno finalmente vai se dar mal? Nos próximos capítulos, Tony descobre um armazém onde Bruno recebe contrabando vindo da China e decide ir até lá fazer a “vendetta”. Com a ajuda de um super GPS, o mafioso descobre o paradeiro do inimigo e o segue. Os dois trocam tiros, mas ambos saem ilesos. Também, pudera. Poder Paralelo só termina em meados de fevereiro. Até lá, muita bala ainda vai rolar debaixo dessa ponte…

Fonte: Terra

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